O ditado popular: ‘O cachorro é o melhor amigo do homem’, foi mais uma vez comprovado na localidade de Val Veronês, interior de Faxinal do Soturno. Com 80 anos, Nelson Minuzzi, faleceu no início do mês, e a reação do cachorro Lobinho, chamou a atenção. O animal acompanhou toda a cerimônia de despedida e foi ao cemitério acompanhar o enterro, daquele que diariamente convivia com ele, e era o responsável pela sua alimentação.
O sobrinho, Sérgio Minuzzi, contou para a reportagem do Jornal Cidades do Vale, que o cachorro, com frequência vai até o cemitério. “O tio Nelson, dava comida para ele todos os dias, faz uns três anos mais ou menos que ele convivia com a gente. Pegamos na comunidade de Guarda-Mor, bem pequeno, e até achei que não ia crescer tanto, mas cresceu, e se apegou muito a nós, e quando o tio faleceu, ele sentiu, acompanhou o velório, vai às vezes lá no cemitério”, contou.
No dia 8 de março é comemorado o Dia Internacional da Mulher. A data celebra as muitas conquistas femininas ao longo dos últimos séculos, mas também serve como um alerta sobre os graves problemas de gênero que persistem em todo o mundo. O Dia Internacional da Mulher é comemorado mundialmente no dia 8 de março, porque em 1917 milhares de mulheres se reuniram no protesto na Rússia que ficou conhecido como "Pão e Paz". Nesse protesto, as mulheres reivindicaram melhores condições de trabalho e de vida, lutaram contra a fome e a Primeira Guerra Mundial (1914-1918). A comemoração do Dia Internacional da Mulher frisa a importância da mulher na sociedade e a história da luta pelos seus direitos. A reportagem do Jornal Cidades do Vale, buscou homenagear as mulheres por meio de três figuras que se destacam em seus locais de atuação, na região. A empresária e cantora Juliana Dalmolin Spanevello, a presidente da Câmara de Vereadores de Agudo, Graciela de Lima Barchet e a ex-presidente da Associação das Trabalhadoras Rurais de Paraíso do Sul, Líria Catarina Weise Parreira.
Saiba mais sobre a rotina de Juliana Dalmolin Spanevello
JCV - Como foi o despertar para a música? Que idade começou?
Juliana - Comecei cedo, desde muito pequena fui incentivada pela família, fazia aulas, participava do CTG até que com 11 anos de idade comecei a participar de festivais de música, e a partir daí nunca mais parei.
JCV - Quais foram os maiores desafios que você enfrentou como mulher no meio artístico?
Juliana - Sempre me identifiquei com músicas gaúchas mais campeiras, embora no meio musical gaúcho existia uma cultura de só serem destinados pra mulheres, os temas mais delicados. Talvez romper com o que era esperado de uma menina que se propunha a cantar música gaúcha e poder cantar as coisas que eu gostava e que me de fato me emocionavam, tenha sido um dos grandes desafios.
JCV - Como você vê a evolução da representatividade feminina na arte?
Juliana - A nossa geração faz parte de uma mudança cultural muito grande que vem acontecendo ao longo do tempo da representatividade da mulher, não só na arte, mas em todas as frentes. Não me sinto à vontade quando me é dado um espaço por ser mulher. Quero estar nos espaços por minhas competências, habilidades e talentos. Aprendemos ao longo do tempo a nos posicionar, e aprendemos a ter coragem e resiliência, e a não desistir diante dos desafios. Acho que cada vez mais testemunharemos mulheres brilhantes nos inspirando através de seus projetos pessoais, profissionais e de vida, por assumirem as rédeas de suas vidas com dedicação.
JCV - Como foi a inserção no mundo empresarial?
Juliana - Desde muito pequena estive junto, especialmente com meu pai, o acompanhando nas suas atividades. Era muito divertido brincar em meio aos baldes de lubrificantes do depósito, ou na rampa do posto, brincar na calculadora, organizar as gavetas... com o passar do tempo, ainda bem jovem, sempre tive alguma tarefa ou responsabilidade, por menor que fosse dentro dos negócios. Com o passar do tempo as responsabilidades foram aumentando, e o que era brincadeira na infância se tornou aprendizado, e vontade de aprender e realizar, produzir. Graças à abertura e suporte que sempre tive do meu pai, que segue atuante nos negócios, tenho a oportunidade de estar em constante aprendizado.
JCV - Como você avalia a importância da presença feminina na liderança empresarial?
Juliana - Ao meu ver, as mulheres tendem a trazer um estilo de liderança mais colaborativo, empático e orientado para o desenvolvimento de equipes, e das pessoas envolvidas no negócio. A presença feminina como liderança nos negócios, acaba também inspirando outras mulheres a buscarem crescimento profissional. Líderes femininas, por suas habilidades, tendem a promover ambientes de trabalho que buscam contemplar o equilíbrio entre performance e qualidade de vida, e tudo isso traz bons resultados e impacta positivamente o negócio como um todo.
JCV - Como conciliar os lugares que ocupa, empresária, mãe, esposa e artista?
Juliana - Conciliar todos esses papéis é um grande desafio, e a verdade é que não existe uma fórmula perfeita. Durante muito tempo, tentei dar conta de tudo, e isso sempre gerava ansiedade e frustração. Entendi que buscar equilíbrio não significa fazer tudo ao mesmo tempo, e sim estabelecer prioridades em cada momento. Algumas vezes, minha atenção está mais voltada para os negócios; em outras, para minha família ou para minha carreira artística. O mais importante foi aceitar que não preciso ser perfeita em todas as áreas, dou o meu melhor e busco estar presente onde sou mais necessária. Ter essa consciência, e lembrar disso todos os dias, já traz mais leveza e permite que eu aproveite cada fase sem culpa.
JCV - Que conselho você daria às novas gerações de mulheres?
Juliana - Talvez não seja "conselho" a palavra porque me sinto "aprendiz". Mas tem algo que aprendi e gostaria de compartilhar, e que talvez possa contribuir: não tentem ser tudo ao mesmo tempo e nem se cobrem por isso. Muitas vezes sentimos a pressão de expectativas irreais... mas ao meu ver, o verdadeiro sucesso está em encontrar nosso próprio equilíbrio, respeitando nossos limites e nossas escolhas. Sejam firmes nos seus propósitos, saibam a hora de dizer sim e, principalmente, a hora de dizer não. E lembrem-se: vocês não precisam provar nada para ninguém, apenas estejam alinhadas com seus propósitos, e ao que realmente querem construir.
JCV - Qual mulher te inspira e por quê?
Juliana - Como uma pessoa extremamente observadora que sou, busco aprender muito com todas as pessoas que convivo. Acho que quando estamos com esse olhar, encontramos inspiração de inúmeras formas, no dia a dia, em cada troca que temos. Encontro inspiração na figura da minha avó Maria, na minha mãe... cada uma delas imprimiu em mim alguns traços de personalidade que me tornaram a mulher que sou hoje. E atualmente, a minha maior busca, é melhorar enquanto ser humano e profissional, para ser uma boa referência e inspiração das duas joias mais preciosas da minha vida: minhas filhas.
Saiba mais sobre a rotina da presidente da Câmara de Vereadores de Agudo, Graciela de Lima Barchet
JCV - O que motivou a entrada na política?
Graciela - O desejo de poder ajudar e fazer ainda mais pelas pessoas como já o fiz ao longo dos 28 anos de serviço público, somado aos pedidos e apoio direto do povo para que eu concorresse ao cargo público.
JCV - Quais foram os maiores desafios que surgiram no início na política?
Graciela - A adaptação inicial ao pouco tempo para campanha eleitoral ao meu perfil e ideologia de fazer uma nova política diferente do atual modelo, cada visita eram longas e produtivas conversas, o que impediu de fazer mais visitas ao final, bem como conciliar atividades profissionais e pessoais junto da campanha.
JCV - Você teve alguma inspiração feminina na política?
Graciela - Além da motivação de lideranças locais, a delegada e prefeita reeleita de Santana do Livramento, Ana Tarouco foi uma forte influência e inspiração.
JCV - Que barreiras ainda precisam ser superadas para aumentar a presença feminina na política?
Graciela - As pessoas precisam acreditar que as mulheres estão cada vez mais fortes, capacitadas e prontas para exercerem suas tarefas com excelência, em lugares onde antes eram somente para homens, hoje as mulheres estão presentes na liderança de grandes empresas e organizações, e cada vez mais estará sendo protagonista no meio político, existe ainda muito receio e preconceito em relação às mulheres também na política, e vou lutar muito para que isso mude, espero ser inspiração para outras mulheres entrarem na política e transformar ainda mais nossa sociedade.
JCV - Qual conselho daria para outras mulheres que desejam entrar na política?
Graciela - Acredite sempre no seu potencial, não se subestime, a mulher tem um grande poder transformador na sociedade e muito a contribuir com políticas públicas voltadas ao desenvolvimento econômico, social, bem estar e cultural para a sociedade, a mulher é imprescindível para a nova política.
JCV - Como conciliar a vida pessoal e a vida pública?
Graciela - Minha única promessa durante a campanha foi de que eu iria me dedicar exclusivamente a política, abri mão da minha profissão pela convicção de me dedicar ao trabalho de vereadora integralmente, isso implica em dar expediente regularmente na Câmara e realizar atividades externas no atendimento às pessoas, esse é o meu compromisso, trabalho exclusivo a população que me elegeu e paga meu salário, minha vida pessoal que se mistura muito nas atividades da política consigo conciliar de boa.
JCV -O que a sociedade pode fazer para apoiar mais mulheres na política?
Graciela - Valorizar e enaltecer o grande potencial técnico e pessoal das mulheres, que cada vez mais estão ocupando grandes cargos nas organizações empresariais, instituições, associações e cargos públicos. A sociedade precisa enxergar o valor das mulheres, valorizar sua excelência pelo mérito e não por moda ou imposição, acabou o tempo que as mulheres na política era apenas para completar a cota feminina, as mulheres vieram e estão para não mais serem apenas coadjuvantes, mas sim para serem protagonistas.
JCV - Você pensa em se candidatar a cargos mais altos no futuro?
Graciela - O futuro na política depende muito do que fizemos acontecer no presente, tenho muito que aprender e a fazer, tenho ações e projetos a executar neste mandato, mas humildemente julgo ter capacitação, propósitos e muita coragem suficiente para enfrentar grandes desafios dentro da política caso o povo assim entender e quiser, entrego nas mãos de Deus e isso o tempo irá dizer e mostrar.
JCV - Algo que queira acrescentar
Não existe a real democracia sem as mulheres, a história mostra ainda uma sociedade patriarcal, e precisamos enfrentar e mudar esse cenário. Acredito muito no poder da mulher, e defendo cada vez mais sua participação e ocupação dos cargos públicos por todos os méritos e valores justamente conquistados.
Saiba a rotina da ex-presidente da Associação das Trabalhadoras Rurais de Paraíso do Sul, Líria Catarina Weise Parreira
JCV - Como foi o começo da sua participação na Associação das Trabalhadoras Rurais?
Líria - Eu já participava com o grupo na Comunidade São José do Rincão do Pinhal. Depois, quando passei a morar em Paraíso do Sul, recebi o convite da Emater para formar um grupo na Boa Vista. Daí então formamos o Unidas Venceremos e, mais tarde, presidi a Associação das Trabalhadoras Rurais por oito anos. Hoje, ainda temos o Grupo Unidas Venceremos e eu faço parte da diretoria da Associação.
JCV - A importância da Associação para as demais mulheres que vivem no meio rural?
Líria - Uma organização capaz de transformar a vida da mulher rural, dando a elas protagonismo, formando líderes em suas comunidades. Oportunizando ainda momentos de lazer e cultura.
JCV - Como foi ser mulher e assumir a liderança de um grupo que mudou a vida de muitas mulheres?
Líria - No início foi um grande desafio, pois era um grupo novo. Com o passar do tempo e sempre com o apoio da Emater, mais mulheres foram aderindo a ideia e participando dos eventos e cursos.
JCV - Como a comunidade enxerga o papel das mulheres na agricultura e o que ainda precisa mudar?
Líria - Acredito que, hoje, a comunidade consegue entender melhor o valor da mulher na agricultura. Nem sempre foi assim, tivemos muitos desafios, entre eles, a própria aposentadoria da mulher rural que foi resultado de muita luta. Eu mesma participei da Marcha das Margaridas em Brasília, quando lutamos pelos nossos direitos, demonstrando a necessidade de união e a força da mulher rural. Ela é braço forte que ajuda na lavoura e na manutenção do lar, além de cuidar dos filhos. Creio que nos grupos, as mulheres conseguem entender o quanto é importante a sua valorização, a necessidade de cuidar de si, da sua autoestima e de estar envolvida nas causas da comunidade.
JCV - Que conselho você daria às novas gerações de mulheres?
Líria - Que valorizem a experiência das suas avós e mães, mas que nunca percam a vontade de progredir, de buscar novos conhecimentos. Sejam "teimosas", nem tudo conseguimos na primeira tentativa, mas é a nossa capacidade de persistir em nossos sonhos que irá fazer a diferença.
JCV - Qual mulher te inspira e por quê?
Líria - Minha falecida mãe. A sua luta para criação dos filhos e todo amor que deu à família foi exemplo pra mim. Ela sempre gostou de ver a casa cheia, estar com os filhos e netos, dando carinho e atenção. Foi uma mulher incrível que nunca perdeu os seus valores e a sua fé.
JCV - Algo que queira acrescentar:
Líria - Lutem sempre. Existe sempre outro dia, outras pessoas e novas oportunidades
O município de Agudo vive mais uma edição do Natal Luz. O que chama a atenção no município é a ornamentação natalina que fica durante o mês todo. São centenas de luzinhas e enfeites colocados no entorno da prefeitura, na Praça da Emancipação, na Praça Padre Francisco Schuster e ao longo da Avenida Concórdia. Parte do trabalho de decoração é realizado há mais de 20 anos pelas Voluntárias do Natal. O projeto iniciou no governo de Ari Alves da Anunciação, em 2004, no gabinete da primeira-dama da época, Geni Marta. Para entender mais sobre o projeto, a reportagem do Jornal Cidades do Vale conversou com Amália Lúcia Friedrich, 95 anos, e Amália Frida Raddatz Schmengler, 94 anos, que são voluntárias no projeto desde o início.
Amália Lúcia, mesmo antes de se aposentar do seu trabalho na Escola Dom Érico Ferrari, onde atuava como serviços gerais, já colaborava com a confecção dos enfeites natalinos. “Foi uma ideia que surgiu da dona Marta, que deu certo e foi sendo abraçada pelas mulheres conforme o projeto foi acontecendo. No começo não tinha tantos enfeites como hoje, isso foi aumentando ano a ano. As voluntárias também foram vindo aos poucos”, lembrou ela.
A outra Amália já tinha experiência em costura e tricô e isso ajudou na confecção dos enfeites. “A gente se juntava e cada uma fazia e ensinava o que sabia. Eu sempre costurei e fazia tricô para vender, então já conseguia ajudar em alguma coisa. Fazíamos muitas coisas com litrões, tecidos, para decorar o município”, contou ela.
Para Amália Lúcia, participar do grupo é uma diversão até hoje. “Eu sempre gostei, desde o começo. A gente se reunia, fazia os enfeites, era tudo muito bonito como é hoje. Muitas mulheres vieram, depois desistiram, mas eu continuo e vou seguir até quando eu puder vir. O que vou fazer em casa? Ficar olhando para as paredes, aí a gente enlouquece. Tem que se manter na atividade até quando pode”, disse.
Atualmente, o grupo de voluntárias conta com mais de 30 integrantes de todas as idades, que ao longo do ano realizam encontros todas as quartas-feiras para a confecção das peças decorativas. O trabalho inicia sempre em março e finaliza em dezembro com a realização do Natal Luz no município, que ainda conta com o trabalho de servidores de outras secretarias.
Novembro Azul é uma campanha de conscientização dedicada à saúde do homem, com foco principal na prevenção e diagnóstico precoce do câncer de próstata. A reportagem do Jornal Cidades do Vale conta, nesta edição, a luta contra o câncer vencida por Elio Dalmollin, 73 anos, morador de Faxinal do Soturno. Ele foi diagnosticado com câncer em 2007, quando tinha 56 anos.
Elio conta que fazia de forma rotineira o exame de próstata, mas que naquela época não haviam campanhas e não se falava muito sobre o assunto na mídia. “A gente não tinha tantas informações, tantos estímulos assim como temos hoje para a realização dos exames. Eu fazia de forma rotineira, por mim mesmo, e mesmo assim não foi dessa forma que descobri a doença”.
De acordo com ele, uma dor no braço foi o caminho para a descoberta da doença. “Sentia muita dor no braço, parecia que formigava, então procurei o médico e disse: 'doutor, acho que tô infartando'. Ele disse que não, mas que ia pedir alguns exames de rotina. Isso em torno de quatro meses depois de eu ter feito o exame do PSA. Então pedi que ele incluísse na lista de exames o PSA de novo, e ele fez isso. Quando veio o resultado, percebi uma alteração, ainda dentro da normalidade, mas era uma diferença significativa do último exame que havia feito e nem tinha tanto tempo assim. Então fiquei com aquilo na cabeça: como poderia ter alterado tanto em tão pouco tempo? Fui para casa e aquilo ficou na minha cabeça”.
Passado um tempo, Elio, não convencido, procurou um urologista, um especialista na área. “Procurei o médico e relatei sobre a alteração. Ele então fez o exame de toque e constatou alguns nódulos, e a partir daí pediu uma biópsia. Fiz, e quando veio o resultado ele me disse que eu deveria fazer uma cirurgia, mas não havia me falado da gravidade. Saí do consultório tranquilo, pensei: 'quando passar o tempo de colheita vou fazer essa cirurgia'. E em casa deixei o resultado do exame atirado na gaveta. Um tempo depois peguei e fui ler. Lá vi escrito carcinoma e lembrei que havia lido em um livro essa palavra. Fui procurar no dicionário e aí entendi a gravidade, que se tratava de câncer e também entendi porque o médico queria que a cirurgia fosse logo”.
Com o conhecimento do diagnóstico, Elio fez a cirurgia e depois passou por 43 sessões de radioterapia. “Fiz as rádios em Porto Alegre, minha irmã morava lá, era mais fácil o acesso porque as sessões eram diárias e, felizmente, depois desse tratamento nunca mais tive alteração”, ressaltou ele.
Ele conta que saber do câncer o abalou um pouco, mas que sabia que precisava lutar para vencer a doença. “Naquela época, quando se falava em câncer, as pessoas entendiam como sentença de morte. Não vou dizer que não senti nada, claro, mas muito guardei para mim. Por alguns momentos achei que minha vida estava no fim, mas graças a Deus e com o tratamento, já se passaram mais de 10 anos, e o médico me diz que eu estou curado”, afirmou.
Finalizando, Elio destaca a importância dos exames preventivos. “Existe ainda preconceito do homem em relação ao exame, mas tenho certeza que ninguém vai perder a masculinidade por isso, e sim podem salvar suas vidas. Claro que é desconfortável, mas esse é o único jeito de ter o diagnóstico mais preciso. Então façam, não somente esses, outros também. Os homens precisam cuidar da sua saúde. Tem coisas que precisam ser descobertas cedo para ter tratamento, cura. Então eu digo para todos que procurem se prevenir e deixem esse preconceito bobo de lado”, concluiu ele.
O Dia do Músico é comemorado em 22 de novembro. A data foi escolhida por ser o dia dedicado a Santa Cecília, padroeira dos músicos na tradição cristã. Santa Cecília é associada à música porque, segundo a história, durante seu martírio, ela teria cantado hinos a Deus, simbolizando a conexão entre música e espiritualidade.
Nesse dia, músicos profissionais e amadores são homenageados por sua contribuição à cultura e à sociedade. É também uma oportunidade para valorizar a arte musical em suas diversas formas, destacando sua importância na expressão emocional, nas celebrações de tradições e na construção de identidades culturais.
Para marcar a data, o Jornal Cidades do Vale conta parte da história do músico Delano Karsburg, 53 anos, morador de Paraíso do Sul, filho de Florindo Ivan (In Memoriam). Delano cresceu no meio musical. “Desde criança, eu já convivia com a música, via os ensaios do meu pai e do seu conjunto”, lembrou ele.
Delano conta que, em 1969, seu pai iniciou o projeto Florindo Ivan e seu Conjunto. “Meu pai começou com 16 anos a tocar na Orquestra Roos em Agudo, e depois disso iniciou o conjunto. Foi um sucesso, com diversos bailes pelo estado. Ele já faleceu há seis anos, e o conjunto já não existe há mais de 20 anos, mas muita gente ainda lembra dos bailes e dele. Isso me deixa muito feliz. O Florindo e seu Conjunto marcaram época e até hoje são lembrados”, afirmou.
Com 19 anos, Delano começou a fazer parte do conjunto. “Aprendi tudo com meu pai. Comecei como técnico de som e depois tocava teclado, contrabaixo e guitarra. Na verdade, onde faltava um músico, eu ia tapar o buraco (risos). Minha primeira apresentação foi em Agudo, em 1989. Nunca vou esquecer aquele dia; nem olhei para o público, só queria tocar direitinho. Nossas apresentações eram geralmente nos finais de semana, começando na sexta e seguindo no sábado e no domingo. Lembro que o grupo era muito unido. Por vezes trocávamos alguns músicos, mas nunca tivemos problemas. Era uma família mesmo. Temos muitas histórias nas estradas pelo estado, uma época muito boa que lembro com muito carinho”, contou.
Uma das marcas do conjunto eram as músicas mexicanas. “Esse era o ponto alto das apresentações do conjunto e todo mundo lembra até hoje dos sombreros. No começo meu pai adaptou um chapéu de palha, mas com o tempo tivemos acesso aos autênticos chapéus mexicanos, era um momento de muito animação, era algo diferente que trouxemos para a região e foi muito bem aceito”, contou Delano.
Em relação à evolução, Delano comenta que os tempos são outros. “As novas tecnologias chegaram com tudo no meio musical, com equipamentos diferentes e mais modernos. Hoje, já se toca um instrumento pelo celular, então as coisas foram mudando, por um lado, para melhor, mas por outro, nem tanto. A gente nota que não se tem mais bandas com tantos integrantes, e isso fez com que os grupos mais antigos acabassem se desfazendo, muito em função de custos. O contratante hoje, na sua maioria, prefere uma banda mais em conta. Claro que há as consolidadas, que ainda estão no cenário, mas me refiro às menores, que demandam mais dinheiro. Dependendo do músico, atualmente, ele consegue fazer sozinho um baile, com diversos estilos de música, e isso gera menos custo”, destacou.
Atualmente, Delano conta que ainda tem a música em sua vida. “Sou advogado, mas a música faz parte de mim. Não toco mais profissionalmente, mas seguidamente me reúno com um grupo de amigos e fazemos um som para relembrar os velhos tempos”, concluiu.
É a emissora líder na região da Quarta Colônia de imigração Italiana do Rio Grande do Sul, fundada em 1° de fevereiro de 1975, e sua abrangência cobre todo o território da Quarta Colônia.
Somos uma Emissora segmentada em jornalismo, em especial, Local e Regional, onde procuramos, em conjunto com as forças vivas destes municípios, de forma integrada buscar o desenvolvimento de toda esta Região. Procuramos sempre fazer um rádio propositivo, para mantermos vivo nosso slogan de ser sempre " A Voz da Quarta Colônia".
Tiragem: 2.500 exemplares
Circulação: Agudo, Dona Francisca, Camobi, Faxinal do Soturno, Santa Maria, Ivorá, Nova Palma, São João do Polêsine, Pinhal Grande, Silveira Martins, Restinga Sêca.
É líder em audiência no seu segmento, com abrangência de mais de 40 municípios. Muita musica, entretenimento e interação com o público são suas características e sua audiência e liderança crescem cada vez mais.
Veja a lista de cidades que nossa cobertura de sinal atinge:
Agudo;
Alto Alegre;
Arroio do Tigre;
Boa Vista do Incra;
Caçapava do Sul;
Cacequi;
Cachoeira do Sul;
Campos Borges;
Candelária;
Cerro Branco;
Cruz Alta;
Dilermando de Aguiar;
Dona Francisca;
Encruzilhada do Sul;
Espumoso;
Estância velha;
Faxinal do Soturno;
Formigueiro;
Fortaleza dos Valos;
Ibarama;
Itaara;
Ivorá;
Jacuizinho;
Jaguari;
Jari;
Jóia;
Júlio de Castilhos;
Lagoa Bonita do Sul;
Lagoão;
Mata;
Nova Palma;
Novo Cabrais ;
Paraíso do Sul;
Passa Sete;
Passa Sete;
Pinhal Grande;
Quevedos;
Quinze de Novembro;
Restinga Seca;
Rosário do Sul;
Salto do Jacuí;
Santa Margarida do Sul;
Santa Maria;
Santana da Boa Vista;
São Gabriel;
São João do Polêsine;
São Martinho da Serra;
São Pedro do Sul;
São Sepé;
São Vicente do Sul;
Segredo;
Silveira Martins;
Sobradinho;
Toropi;
Tunas;
Tupanciretã;
Vila Nova do Sul;
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