A Ford também faz parte da história de Agudo. Em diversas ocasiões, o veículo foi utilizado nos desfiles do município, levando soberanas do município e da terceira idade.
Uma relíquia que guarda boas lembranças. Essa pode ser a definição da Ford F1 1950 da moradora de Agudo Jossane Franke Costa. No dia 13 de maio, é celebrado o Dia do Automóvel e, para marcar a data, a reportagem do Jornal Cidades do Vale conheceu mais sobre essa história.
Jossane conta que a Ford foi adquirida em 2004, em Curitiba. “Meu marido, Mário, saiu para caminhar pelas ruas e se deparou com ela em uma mecânica. Foi bater o olho e já perguntar se estava à venda. Depois da negociação, voltamos para casa e, na outra semana, fomos buscá-la”, relembra.
De acordo com Jossane, o veículo precisou passar por uma reforma. “Ela era usada para tuning, então tinha grafitagem, e resolvemos mudar e reformar. Fizemos isso no Paraná mesmo. Ela é dos antigos da classe Hot, ou seja, mantém o formato original, mas possui modificações. As rodas são maiores, o paralama traseiro também, ela é a diesel e a mecânica passou por algumas alterações”.
Jossane explica ainda que sempre acompanhou o marido e que ele fazia questão de incentivá-la a dirigir e entender sobre o veículo. “Muitas vezes as pessoas se perguntam: ‘Mas ela é mulher, como anda? Como entende?’. E foi justamente por isso. Felizmente, nós sempre compartilhamos muito as coisas e, com a Ford, era da mesma maneira. Eu acompanhava, ele me contava o que iria fazer e, assim, aprendi muitas coisas”, destaca.
Mário faleceu há quatro anos e, emocionada, Jossane conta que a missão desde então é seguir com a Ford, mantendo viva a história e as lembranças da família. “Ela é o nosso xodó, como eu digo. Enquanto eu existir, e acredito que meus filhos também, vamos manter ela. Eles cresceram andando nesse carro e o Mário amava isso aqui. Precisamos preservar essa história. Cada vez que saio com ela, lembro dos bons momentos que vivemos. Sempre quisemos ela para usar, não como carro de colecionador. A gente viajava, fomos para vários lugares com ela, como Punta del Este. Também participávamos de encontros de carros em São Marcos, Teutônia, que eram uns dos maiores, e também em outras cidades da região. Queríamos que ela fosse funcional mesmo, um carro para andar, por isso também as adaptações”, relata.
A Ford também faz parte da história de Agudo. Em diversas ocasiões, o veículo foi utilizado nos desfiles do município, levando soberanas do município e da terceira idade. “Eles nos convidaram e nós topamos. Faz muitos anos que fazemos isso. Depois que o Mário faleceu, fiquei meio pensativa, mas depois entendi que ele ficaria feliz, tanto pelo convite que continuou sendo feito pela administração, quanto por eu seguir colaborando. E é assim que tenho feito”, afirma.
Jossane revela ainda que já recebeu diversas propostas de compra. “Ela chama a atenção, principalmente de quem gosta de carros antigos. Já recebi várias propostas, mas ela não tem preço, jamais vou vender. Além disso, as pessoas pedem para tirar fotos e eu deixo à vontade, porque sei que quem admira fica feliz com isso, em poder ver, perguntar e guardar uma lembrança em fotografia”, comenta.
Jossane e Mário César Costa foram casados por 32 anos e, durante 20 deles, o casal viveu em Agudo.